Pesquise> Crie> Recorte> Cole> Recrie> Remixe> Multiplique! Faça você mesmo o seu remix!

A colagem está presente nas artes plásticas, na literatura, no cinema, na vídeo-arte, bem como apropriada pela mídia e a publicidade (e daí, muitas vezes, re-apropriada pela arte). Tornou-se uma linguagem e, principalmente, uma atitude e um processo: artistas de movimentos como o cubismo, futurismo e dadaísmo já exploravam as poéticas da colagem e desenvolveram técnicas, exercícios e jogos próprios para criar. Hoje, os meios digitais vêm acrescentando ferramentas que tornam mais fluido e mais acessível a criação de colagens, bricolagens e remixagens. Muitas das ferramentas estão disponíveis na web. Bancos de imagens substituem recortes de revistas e jornais, enquanto que as ferramentas de edição fazem as vezes de tesoura e cola. Respeitando os direitos de “fair use”, como as licenças da Creative Commons, a criatividade não encontra tantos limites. Fique por dentro de uma primeira seleção de ferramentas e trabalhos de web arte e faça a sua própria remixagem audiovisual:

Softwares de VJ

Os VJs (Visual Jockeys) costumam ser assíduos pesquisadores e colecionadores de vídeos, que podem ser reeditados, remixados e também receberem interferências a partir de softwares específicos para a essa atividade super contemporânea. Efeitos como alteração de velocidade, cor, enquadramento e movimento, podem ser aplicados em tempo real. Os áudios ou trilhas sonoras dos vídeos também podem ser usados e remixados, gerando outros efeitos sensoriais e narrativos.

Arkaos – http://www.arkaos.net/
Desenvolve os softwares ArkaosVj e GrandVj. Para experimentar é grátis, mas a versão completa é paga.

http://www.modul8.ch/
Ferramenta paga, mas com uma versão demo disponível para download.

Resolume – http://www.resolume.com/
Pode ser baixado para uso livre, porém, as mixagens adquirem uma marca d’água que só sai na versão paga.

Vimus – http://jarbasjacome.wordpress.com/vimus/
Desenvolvido pelo pesquisador brasileiro Jarbas Jácome, esta ferramenta tem o código aberto (software livre). O nome vem da mistura de vídeo e música, pois aqui os sons podem alterar as imagens.

Quase Cinema (de Alexandre Rangel)
http://www.quasecinema.org/joomla/index.php
Alexandre Rangel desenvolveu um software livre de edição de video ao vivo, com o qual também realiza trabalhos e oficinas.

Para experimentar e criar remixagens online:

Youtube Doubler – http://www.youtubedoubler.com/
Muito simples! Basta colocar duas urls de videos do youtube e clicar no botão “double” que eles aparecem lado a lado, criando um mashup mais básico. A partir dessa brincadeira, você pode experimentar e selecionar as melhores combinações entre vídeo e som de seu mash up. E inscrevê-lo na Mostra Imagens Remix, por que não? Há alguns softwares, como o Quicktime, com o comando de “screen recording”, capaz de gravar o que se passa na tela do seu computador.

“Paisagem Zero”, net arte de Gisele Beiguelman ::  http://paisagem0.sescsp.org.br/linguas.html -
“Paisagem Zero é um espaço/tempo de produção da arte contemporânea, onde a arte não é somente vista como a criação de obras individuais e únicas, mas existe como produção de dispositivos onde várias linguagens estão sendo misturadas, inventadas em diferentes perspectivas: artísticas / políticas / ecológicas / históricas / predatórias / turísticas / particulares / éticas / gastronômicas / sagradas / coletivas / sexuais / tecnológicas / banais / filosóficas / simbólicas / reais, em constante movimento e imprevisível transformação.” Aqui você colabora com a artista Gisele Beiguelman a criar uma paisagem plural, através de uma “máquina de samplear” online. A partir de um mixer com banco de trilhas, efeitos sonoros, vídeos, fotos e textos  e sons, o usuário cria a sua própria mixagem, e as diveras colaborações ficam gravadas no site, abertas para visitas.

“Feed”, net arte de Mark Napier ::  http://potatoland.org/
Ao inserir uma URL, o site de Mark Napier lê as informações em html e devolve em imagens em caixas, que podem ser reagrupadas, num processo de “colagem desconstrução”, ou “decollage”.

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