O Festival Visões Periféricas divulga a sua lista de premiados

Na noite desta quarta feira, o 5° Festival Visões Periféricas divulgou a lista de premiados de suas mostras competitivas e se despediu de mais um ano. Um clima de alegria e tristeza marcou essa despedida: por um lado, uma sensação de dever cumprido e a felicidade de ter feito um bonito festival, mas por outro, o sentimento sempre triste da despedida dos amigos feitos ao longo da semana, das conversas e dos bons filmes.

Antes da cerimônia de encerramento, ainda durante a tarde, houve um interessantíssimo debate sobre múltiplas linguagens de audiovisual e o futuro da produção e exibição no Brasil. Os convidados Júlia Levy, da Secretaria de Estado e Cultura do Rio de Janeiro, Pedro Von Kruger, editor e diretor de longas-metragens e Carolina Ficheira, gerente de programação do Cine Jóia em Copacabana, trocaram ideias com o público presente e falaram de suas experiências no setor audiovisual.

A premiação das mostras competitivas iniciou-se com o resultado da ganhadora da Mostra Visorama: Lohayne Oliveira Carvalho foi a contemplada por seu filme Ulisses. A realizadora, muito feliz, agradeceu o festival, o público e a sua equipe pelo prêmio recebido. Além de uma quantia em dinheiro, Lohayne recebeu um troféu super criativo, produzido pelo pessoal do Umbigo Group. A Mostra Visorama premiou ainda com certificados de menção honrosa a realizadora Paula Luana Maia, pelo filme Aloha, Marta Pego dos Santos, por Com o pé esquerdo e Flávia Guimarães, pelo Mulé Macho, sim senhor.

O grande vencedor da Mostra Fronteiras Imaginárias foi anunciado pelo ator Babu Santana, também jurado da mostra. Depois de uma difícil escolha, Babu e o outro jurado decidiram-se por premiar o filme Número Zero, de Goiânia (GO), realizado por Cláudia Nunes. Também nesta mostra foram dados certificados de menção honrosa para os filmes Um dia na vida de Nelson Antônio (BA), do simpático diretor Nelson Antônio, Tempo de Criança (RJ), do diretor Wagner Novais e A fábrica, de Aly Muritiba (PR).

E a noite de encerramento foi mesmo de muitos prêmios. Teve ainda premiação de melhor filme da Mostra Ibero-americana, escolhido por votação popular, para o filme português Conto do Vento, dos diretores Claudio Jordão e Nelson Martins; prêmio ASCINE (Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro) na Mostra Cinema da Gema para o filme Depois de NY, Nova Friburgo, de Beatriz Pimenta e menção honrosa para Segunda no parque, de Chico Rodrigues e por fim, prêmios para os mais votados na internet nas mostras Tudojuntoemisturado e Imagens Remix. Nesta primeira o ganhador foi Rodas da Fortuna (PA), de Walério Duarte e na segunda, foi O despertar do mundo árabe (SP),de Francele Cocco e Afonso Capellaro. O prêmio das duas mostras foram tablets de última geração.

Confira algumas fotos da premiação:

Ufa! Depois de tantas premiações, despedidas, abraços e agradecimentos dos realizadores, o 5° Visões Periféricas realmente despediu-se desta edição comemorativa exibindo novamente os três filmes premiados nas mostras competitivas Visorama, Fronteiras Imaginárias e Ibero-americana. É sempre triste a sensação da despedida, mas o bom é saber que próximo ano tem mais!

Lista dos filmes premiados no 5° Festival Visões Periféricas:

Júri Oficial Visorama – Ulisses, Lohayne Oliveira Carvalho, SP.

Menções honrosas – Aloha (SP), Paula Luana Maia. Com o pé esquerdo (PR), Marta Pego dos Santos. Mulé macho, sim senhor (BA), Flávia Guimarães.

Júri Oficial Fronteiras Imaginárias – Número Zero (GO), Cláudia Nunes.

Menção honrosa – Um dia na vida de Nelson Antônio (BA), Nelson Antônio. Tempo de Criança (RJ), Wagner Novais. A fábrica (PR), Aly Muritiba.

Júri Popular Ibero-americana – Conto do Vento, Portugal, Claudio Jordão e Nelson Martins.

Prêmio Ascine/RJ (Cinema da Gema) – Depois de NY, Nova Friburgo, Beatriz Pimenta. Menção honrosa – Segunda no parque, Chico Rodrigues.

Tudojuntoemisturado – Rodas da Fortuna (PA), Walério Duarte. Recebeu 159 votos na internet.

Imagens Remix – O despertar do mundo árabe (SP), Francele Cocco e Afonso Capellaro. Recebeu 156 votos na internet.

Fotos de Roberta Dittz

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Último dia das mostras Visorama e Fronteiras Imaginárias

Na tarde desta terça-feira, as mostras Visorama e Fronteiras Imaginárias chegaram ao fim no OI Futuro em Ipanema. Público animado, debates e muitos filmes marcaram este último dia.

A Mostra Visorama foi a primeira a ser exibida na tarde de ontem. No cardápio de sua programação os filmes: 01 ano, de Marina Gomes; Com o pé esquerdo, de Lúcia Pego dos Santos; Entre, de Carlos Côrtes; Hoje não tem Fernando Pessoa, de Marcus Vinícius e Vitor de Oliveira; O incrível mundo da imaginação, de Bruno W Medsta e Mulé Macho, sim senhor, de Flávia Guimarães. Como é da característica desta mostra, quase todos esses filmes foram feitos por coletivos ou por jovens realizadores, oriundos das oficinas audiovisuais realizadas nas periferias brasileiras. No debate, os convidados para apresentar as obras falaram principalmente dos processos de produção colaborativa, de suas experiências nas oficinas e da importância destas para implantar a “sementinha” do gosto pelo audiovisual em suas vidas. Também falaram um pouco sobre seus planos futuros em relação a trabalho e formação neste meio audiovisual. Uma plateia especialmente jovem curtiu esse último dia da Mostra Visorama, e todos se divertiram muito.

A noite chegou e trouxe junto com ela a última sessão da Mostra Fronteiras Imaginárias deste ano. Os filmes exibidos foram: Sala dos milagres, de Cláudio Marques e Marília Hughes; Nota de corte, Bruno Bralfperr; Satélite Bolinha, de Bruno Vianna; Um dia na vida de Nelson Antônio, de Nelson Antônio e Estranho amor, de Lucia Caus. Pode-se dizer que a temática central desta sessão foram os personagens. Cada filme a sua maneira contou a história de interessantes de pessoas ou objetos (lugares, satélites) cheios de personalidade. No debate, além das clássicas curiosidades sobre os processos de produção, quis-se saber também sobre as técnicas cinematográficas e sobre as novas tecnologias de captação de imagens (como o celular) envolvidas nas produções das obras. Público e realizadores se misturaram nesta troca de ideias e a conversa se estendeu animada até altas horas.

E está acabando o 5° Festival Visões Periféricas, mas ainda dá tempo de curtir o restinho da programação. Para saber o que vai rolar no dia de hoje, confira abaixo:

OI Futuro em Ipanema:

16:00 – Mesa Redonda 2 – Múltiplas linguagens de audiovisual: o futuro da produção e exibição

19:00 – Encerramento Oficial do 5° Visões Periféricas

19:30 – Premiações das Mostras Competitivas e exibição dos filmes premiados

Fotos de Roberta Dittz

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Hoje é o último dia do Festival Visões Periféricas 2011. Veja a programação.

Confira abaixo, os últimos eventos do festival para hoje:

16h00: Mesa Redonda 2

19h00: Encerramento

19h30: Premiação

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Experiências sensoriais marcaram a programação no Morro do Cantagalo

Uma panorâmica revela a Lagoa Rodrigo de Freitas, o mar de Ipanema e o morro Dois Irmãos. Corte. Plano seguinte: uma enorme parede branca exibe imagens projetadas, estas se fundem a geografia local. Corte. Contraplano: muitas crianças reunidas mostram a efervescência de uma comunidade. Parece coisa de cinema? E é: é o 5° Festival Visões Periféricas.

Na noite desta segunda-feira o galo cantou para subir e muita gente bonita, junta e misturada, foi morro acima participar de mais um dia de programação do Festival Visões Periféricas. E foi um espetáculo lindo! No cenário estonteante do Museu de Favelas do Cantagalo, todos assistiram filmes, ouviram poesias e interagiram por meio de intervenções nas projeções coletivas de imagens para as lajes das casas da comunidade. As crianças foram as que mais fizeram a festa e se divertiram com o evento. As ações de ontem foram realizadas através da parceria com os artistas do Organismo Diálogos Poéticos: intervenções poéticas, do Vide Urbe, do Comando Selva e com o artista Ronald Duarte.

Poesia (falada, cantada e imagética) é a palavra que resume o dia de ontem no Morro do Cantagalo. Poesia que só foi possível graças à mistura entre a bela paisagem e o acolhimento local, a parceria com bons artistas e a participação de um público aberto e disposto a ter novas visões.

Hoje tem mais Festival Visões Periféricas no Oi Futuro em Ipanema. Confiram abaixo a programação e aproveitem para participar, pois está quase acabando!

Oi Futuro em Ipanema:

16:00 – Mostra Visorama 3

18:30 – Mostra Fronteiras Imaginárias 3

Fotos: Roberta Dittz

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Domingo foi dia de festa, bebê!! 5 anos de Visões Periféricas.

E o quarto dia do Festival Visões Periféricas foi uma festa, no sentido literal do termo! Uma confraternização, com direito a DJs e bebida liberada, fez todo mundo junto e misturado se divertir e celebrar os cinco anos de existência do festival. O evento se estendeu até altas horas no espaço Espírito das Artes, na Cobal do Humaitá.

Antes, no entanto, houve programação oficial no Oi Futuro em Ipanema, sempre com muitos filmes e debate com os realizadores ao final da sessão. A segunda edição da Mostra Visorama reuniu os filmes Aloha, de Paula Luana Maia, Nildo Ferreira e Carol Araújo; Canal televisão, da Oficina processos audiovisuais ‘cocriativos’; Deus proteja os bêbados e as crianças, de John Fitzgerald; Curta Saraus, de David Alves da Silva e Tocas do reggae, de direção coletiva.

Os realizadores David Alves e Paula Luana Maia e os produtores Walério Duarte Vinicius, além do ator Bernardo Melo Barreto, falaram um pouco dos processos de produção dos filmes e responderam perguntas dos espectadores. As principais temáticas tratadas por público e entrevistados foram a respeito dos processos colaborativos de criação das obras (quase todos os filmes eram de coletivos de produção audiovisuais), da atual indústria audiovisual brasileira e do uso das tecnologias digitais para a democratização dos processos de produção. O debate gerou bastante discussão positiva e durou até quase as nove horas da noite.

O 5° Festival Visões Periféricas continua até esta próxima quarta-feira, ainda com bastante programação. Hoje as exibições ocorrerão no Instituto Cervantes, em Botafogo e no Morro do Cantagalo. Tá a fim de se misturar para ver bons filmes e conhecer diferente visões sobre diversos temas? Então, não deixe de conferir a programação no site: www.visoesperifericas.org.br

Instituto Cervantes

16:00 – Mostra Ibero-americana

17:00 – Mostra Entre Fronteiras 1

18:00 – Mostra Entre Fronteiras 2

Morro do Cantagalo

19:00 – Sessão Cantagalo
Com exibição de curtas metragens
Organismo Diálogos Poéticos – poesia
Projeto Vide Urbe+artistas associados- video-intervenção na arquitetura do local

Fotos: Roberta Dittz

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Uma segunda-feira recheada de atrações no Festival Visões Periféricas. Confira a programação

16h00: Mostra Ibero-americana no Instituto Cervantes

17h00: Mostra Entre Fronteiras no Instituto Cervantes

18h00: Mostra Entre Fronteiras II no Instituto Cervantes

19h00: Sessão Cantagalo
Local: MUF (Museu da Favela)

O Instituto Cervantes fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 62 (metrô Botafogo).

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Filmes e dabate com os realizadores marcam a programação no Oi Futuro em Ipanema

O 5° Festival Visões Periféricas está a todo vapor e para hoje está prevista uma programação especialíssima! Mas antes de saber o que vai rolar, vamos conferir um pouco do que aconteceu ontem?

A noite de sábado foi marcada pelo segundo programa da mostra competitiva Fronteiras Imaginárias, no Oi Futuro em Ipanema. Após a sessão, os realizadores presentes falaram de suas produções e responderam muitas perguntas dos espectadores. Foram seis os filmes apresentados: A fábrica, de Aly Muritiba; Tempo de criança, de Wagner Morais; Acercadacana, de Felipe Peres Calheiro e Paulo Sano; A dama do Peixoto, de Douglas Soares e Allan Ribeiro e O plantador de quiabos, do Coletivo Santa Madeira.

Sem dúvidas pode-se dizer que os filmes exibidos ontem mexeram com a curiosidade do público. Durante o debate, foram muitas as perguntas e sobre os mais diferentes assuntos. Em especial, os espectadores quiseram saber sobre os aspectos técnicos das filmagens (como os processos de montagem e produção) e sobre as temáticas sociais abordadas em cada obra. Outro tema interessante que foi abordado pelo público foi a cerca do relacionamento entre diretores e atores durante as filmagens. Como bem destacou uma espectadora: “todos os filmes, a sua maneira, pareceram tratar um pouco do universo e sensibilidade femininas com uma sutileza que me levaram a pensar sobre o entrosamento e intimidade entre direção e atores.” Sobre essa questão, o diretor Felipe Peres Calheiros revelou que realmente a proximidade entre diretor e personagem no seu filme rompeu fronteiras e os papeis se misturaram durante o processo de filmagem. Já o realizador Wagner Novais afirmou que no seu caso foi preciso que houvesse uma separação entre elenco e equipe de produção, pois a relação tão próxima entre eles já estava quase que atrapalhando o trabalho. E como afirmamos no começo, hoje tem muito mais. Para ficar por dentro e não perder nada, confira a programação abaixo:

Centro Cultural Justiça Federal (CCJF):

16:00 – Mostra Lugar Incomum

16:00 – Mesa de Debates 4 (ABD&C)- Reflexões sobre a periferia projetada nas telas

17:00 -  Mostra Singular Periferia

19:00 – Longa: Cartão Postal, de Josinaldo Medeiros e Wagner Novais

OI Futuro em Ipanema:

18:30 – Mostra Visorama 2 – competitiva

E estão todos convidados também para a Festa do Visões Periféricas, que acontecerá hoje, no Espírito das  Artes – Cobal do Humaitá. Não percam!

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Saiba a programação do Festival Visões Periféricas de hoje:

Quer saber o que vai rolar por aqui hoje? Fique por dentro de tudo:

16h00: Mostra Lugar Incomun no Centro Cultural Justiça Federal

16h00: Mesa Redonda ABDeC-RJ no Centro Cultural Justiça Federal

17h00: Mostra Singular Periferia no Centro Cultural Justiça Federal

18h30: Mostra Visorama 2 no Oi Futuro em Ipanema

19h00: Exibição do longa Cartão Postal no Oi Futuro em Ipanema

O Oi Futuro Ipanema fica na Rua Visconde de Pirajá, 54 (Metrô Gal. Osório).
O Centro Cultural Justiça Federal fica Av. Rio Branco, 241 (Metrô Cinelândia).

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Oficinas e mostras animam o público no segundo dia de programação do Festival Visões Periféricas

Ontem o Festival foi recheado de mostras e oficinas. Na mostra Visorama, novas visões se mesclaram para criar dimensões que ultrapassam as barreiras sócio-culturais, econômicas e territoriais. Foram exibidos seis filmes: A Gente Não Quer Só Comida, Afogados pelo lixo, PELÔ – Preto e Branco, Cuba Libre Parte 1, Azul e Ulisses. Os realizadores participaram de um debate super bacana e o público participou lançando perguntas e opniões.

Debate - Visorama

A sexta-feira foi também de muitas risadas, aplausos e diversão. Tanto na oficina quanto nas mostras, todo mundo junto e misturado interagiu e curtiu muito a programação.

No Centro Cultural Justiça Federal, a Oficina Correspondente Comunitário Multimídia chegou ao seu fim com atividades práticas para os participantes. Sob a orientação dos monitores, estes foram até a Praça da Cinelândia e fizeram gravações externas de personagens interessantes da praça.

Enquanto isso, na Mostra Periferia Animada, um grupo de pequenos espectadores muito animados divertiu-se com os filmes exibidos. Foi um festival de ‘risadas’, contou Marisa Vieira, produtora do Visões Periféricas, que apresentou esta sessão.

Logo mais às 19h, teve inicio a última sessão do dia no Centro Cultural Justiça Federal. O segundo programa da Mostra Cinema da Gema exibiu os filmes Aventuras em Amsterdã, de Chico Serra e Cilan Oliveira; O que você tem na cabeça, de Carlos Maia; Papai não pode ir, de Marianne Teixeira e Mariluci Nascimento; Oju Oná, de Clementino Junior; Chapada, de Valério Fonseca e Segunda no parque, de Chico Rodrigues. Todos os filmes são de realizadores cariocas. Ao final da sessão, houve um debate animado entre os espectadores e quatro dos realizadores acima presentes, que comentaram um pouco sobre o processo de produção de cada filme.

Chico Serra, o realizador do primeiro curta-metragem apresentado, falou sobre a viagem a Amsterdã que deu origem ao filme, sobre a ONG Morrinhos e sobre o tema da liberação da maconha, que faz parte do roteiro da produção. Em seguida, recebeu elogios de uma espectadora que disse ter ficado impressionada com as sutilezas dos diálogos e com a proposta do filme.

Carlos Maia, outro realizador presente, falou da proposta de tratar do tema “cabelo” na sua obra. Ele explicou que essa ideia nasceu da sua própria experiência de deixar o cabelo crescer durante um tempo e do preconceito que sofreu por conta disto.

Depois foi a vez de Valério Fonseca falar do seu “Chapada”. O realizador iniciou agradecendo o festival por passar pela primeira vez seu filme no Rio de Janeiro. Depois comentou sobre a ideia que deu origem ao roteiro e sobre o processo de gravação, que explicou ele, durou apenas um dia. Chapada foi um dos filmes mais aplaudidos pelo público e impressionou, justamente pela sua simplicidade. Uma espectadora perguntou a Valério se ele já tinha dirigido outras produções antes e o elogiou muito pelo roteiro. A atriz do filme, Glória Pereira, também estava presente e conversou um pouco sobre o seu processo de dar vida à personagem. Ela explicou que este filme foi um excelente exercício para a sua carreira e disse não ter ficado incomodada com a opção do diretor de gravá-la em planos fechados (com a câmera bem próxima), pois os dois são muito amigos e já possuem intimidade. Glória também agradeceu o festival e o público por comparecer na sessão.

A equipe de Segundo no parque também deu sua palavrinha sobre o processo de gravação e montagem de sua produção experimentalista. O montador explicou que este filme foi um desafio para a montagem, uma vez que as cenas não tinham aparentemente uma junção lógica. Entretanto, segundo suas palavras, foi também um excelente exercício. Segunda no parque foi também bastante elogiado pelo público.

Na mostra Fronteiras Imaginárias, a reunião de pessoas, visões, ideias e conceitos criaram um espaço de troca para a construção de novas representações sobre a “periferia”. A mostra é competitiva e composta por filmes produzidos por realizadores de todo o Brasil, que lançam um olhar singular sobre as “periferias”. Como de costume o debate levantou várias questões interessantes.

Debate - Fronteiras Imaginárias

E hoje tem mais Festival Visões Periféricas no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) e no Oi Futuro em Ipanema. Veja abaixo a programação:

CCJF:

16:00 – Mesa de Debates 3 (ASCINE)

17:00 – Mostra Sons do Mundo

19:00 – Longa: Brasília Formosa

OI Futuro em Ipanema:

18:30 – Mostra Fronteiras Imaginárias 2

Para conferir a programação completa, acesse o site: www.visoesperifericas.org.br

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Veja a programação de hoje (22/10) no Festival Visões Periféricas

Fique por dentro de todas as mostras e mesas redondas que vão rolar no festival hoje:

16h00: Mesa redonda ASCINE no Centro Cultural Justiça Federal

17h00: Mostra Sons do Mundo no Centro Cultural Justiça Federal

18h30: Mostra Fronteiras Imaginárias 2 no Oi Futuro em Ipanema

19h00: Exibição do longa “Avenida Brasília Formosa” no Centro Cultural Justiça Federal

O Oi Futuro Ipanema fica na Rua Visconde de Pirajá, 54 (Metrô Gal. Osório).
O Centro Cultural Justiça Federal fica Av. Rio Branco, 241 (Metrô Cinelândia).

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