Festival Visões Periféricas termina com festa e emoção

A cerimônia de encerramento da 8ª. edição do Festival Visões Periféricas foi cercada de emoção e alegria. O evento aconteceu ontem (17/08 – domingo) no Oi Futuro, em Ipanema. Marcio Blanco, um dos organizadores do evento, considerou a realização desta edição um sucesso, com uma grande “safra” de filmes e uma ótima movimentação de público nas exibições. “A gente sente isso quando a dificuldade de escolher fica maior”, disse. Os jurados elegeram três filmes para receber menções honrosas e um vencedor para cada categoria.

As irmãs Ana Carolina Bolshaw e Juliana Bolshaw emocionaram a plateia ao agradecer pelo prêmio de melhor filme da Mostra Carioca da Gema. “Com a minha irmã é um filme de duas cabeças, que mostra a visão da minha irmã do mundo. É muito gratificante ganhar esse prêmio porque representa essa visão,” disse Ana Carolina. Todo o processo de criação e realização foi feito a quatro mãos pelas duas, que tiveram ajuda somente na montagem e trilha sonora.

O divertido Contos da Maré, de Douglas Soares, foi o vencedor da Mostra Fronteiras Imaginárias. O curta conta algumas lendas urbanas que vivem na memória da comunidade do Complexo da Maré e que ainda são passadas de pai para filho. “O interessante é que a tecnologia está fazendo com que essa memória viva não se perca e o Douglas usou o cinema para preservar essa cultura”, observou Ana Alice de Morais, produtora do filme que  representou o diretor na premiação.

Felipe Terra, diretor de “Olhar de Um dia”, levou o troféu da Mostra Visorama. “Eu estudo Cinema há pouco tempo e não sabia muito sobre festivais. Me recomendaram o ‘Visões’ porque o filme tem essa temática de periferia, é um independente do grande ABC paulista, então tem muita identidade com o festival. Ter conseguido exibir aqui, com essas pessoas que realizam essas obras com amor, ter participado dos debates, dessa interação, foi tudo muito gratificante,” afirmou. Para o diretor, visão periférica é “uma visão verdadeira do lugar em que a pessoa nasceu e cresceu”, completou.

Quem venceu a Mostra Tudojuntoemisturado foi Ruan Gleisson Carneiro, diretor de Quando eu crescer eu vou ficar criança. O filme ganhou uma disputa acirrada pela internet. Foi a primeira vez que uma mostra foi exibida ao vivo com votação on line e participação do público nos debates. “Por ser a primeira vez que o Festival realiza este tipo de ação, a gente sabia que poderia haver algumas dificuldades, por causa de falhas de rede. Mas de uma forma geral, os filmes e debates transmitidos foram um sucesso”, garantiu Marcio Blanco. Nas próximas edições, a organização espera melhorar cada vez mais a experiência para que um número maior de pessoas possa assistir e participar.

Depois da cerimônia, o grupo Tambores de Olokum invadiu a Praça General Osório com sua música e dança, contagiando cariocas e estrangeiros que passavam num cortejo. O público lotou a sala de projeção montada na praça para assistir aos filmes vencedores. O Festival Visões Periféricas tem patrocínio da OI, do Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura e Lei  Estadual de Incentivo à Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

Satisfeita com o sucesso desta edição, a equipe do Festival já se prepara para o próximo.  Que  venha o Visões Periféricas 2015!  


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